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Postado em: 05/12/2019

Importância da locação do cafezal para eficiência na colheita

A escolha do terreno e localização do cafezal tem efeito na produtividade e qualidade do grão colhido. Após a escolha da área e avaliação das condições agronômicas presentes no local, é necessário planejar a locação do cafezal de acordo com as características locais.

A locação do cafezal é a distribuição planejada das ruas de café, carreadores e terraços. Os carreadores têm o objetivo de facilitar os tratos, a colheita e o transporte.

A locação do cafezal compreende três coisas básicas.

1) Locação dos carreadores, que podem ser em nível e pendentes;
2) Locação de niveladas básicas auxiliares, que orientará toda a marcação da linha de plantio do café. Essas niveladas básicas são sempre marcadas contra o desnível do terreno;
3) Locação de cordões, terraços, caixas de retenção, prática indicada para o controle da erosão. Hoje em dia, essas práticas são menos utilizadas dependendo da inclinação do local, trabalhando-se mais com proteção vegetativa.

Em áreas inclinadas ou declivosas, o café deve ser plantado contra o declive do terreno, ficando aproximadamente em nível. Já em áreas de chapada, quase planas, deve-se priorizar a marcação do café de forma que facilite o trânsito maquinário, com ruas mais longas, mesmo que haja algum desnível, pois isso reduzirá o tempo de manobra das máquinas.

Em regiões mais quentes e secas, que também são de chapada, mais planas, é indicado colocar as linhas em direção ao caminhamento do sol. Isso significa que as linhas de café devem estar aproximadamente no sentido leste/oeste, para que o sol caminhe sempre sobre a copa do café no sentido da linha, para que não atinja apenas um lado ou outro da planta. O motivo disso é porque o sol da tarde prejudica o café, podendo causar escaldadura, secagem de ramos e perda de produção.

Confira abaixo resultados de produção em uma região de chapada, da Bahia, em diferentes alinhamentos de plantio do café:



Nas áreas de irrigação com pivô, o plantio não deve ser feito nem em nível e nem alinhado de acordo com o sol, mas sim, em plantio circular para ter economia de água e de maquinário.




Como o pivô é giratório, o plantio dessa forma permite que o café seja sempre molhado em cima da linha. Com isso, faz-se uma irrigação localizada com um sistema de molhação localizada (LEPA). Pode-se aproveitar a LEPA para fazer adubação, aplicação de fungicida, inseticida de solo, entre outros.

Essa marcação é feita pela própria sinalizacao da LEPA. Por isso, deve-se fixar a LEPA para evitar deslocamento pelo vento.

Confira na foto abaixo o risco feito pela LEPA:







Na locação em áreas pequenas, utiliza-se teodolito, nível ótico, estação total para grandes áreas, nível borracha ou pé de galinha.

Lembrando que a marcação de lavoura deve ser feita por pessoas treinadas na fazenda ou por serviços especializados contratados.

Em áreas montanhosas, os carreadores devem preferencialmente ser marcados antes para facilitar o transporte de material. Em áreas mecanizadas, faz-se a marcação prévia com niveladas básicas a cada 20 ou 30 metros, no sentido do declive, numeradas a partir da parte superior do terreno.

Os carreadores em nível devem ficar distanciados em 40 a 60 metros, com largura de 6 a 7 metros, com caída ligeira (5%) para seu interior, permitindo maior retenção de água.







Já em áreas maiores e planas, os carreadores devem ficar mais distanciados (100 a 120 metros), no sentido perpendicular ou ligeiramente oblíquos, desencontrados para evitar enxurradas de água em curso contínuo. Com isso, cada talhão fica com 1 a 2 hectares. Embora possa-se perder um pouco da área de café, isso facilita o trânsito no cafezal durante muitos anos.

Em áreas planas ou levemente onduladas, não há a necessidade de qualquer tipo de equipamento, bastando deixar um espaço livre (6-7 metros) onde coincidem os carreadores nível ou pendentes.





Em áreas onduladas ou declivosas, os carreadores devem ficar mais próximos (40-50 metros). Nos últimos anos, com a possibilidade de introduzir máquinas colhedoras mesmo em áreas mais declivosas, tem sido feito um pouco de desnível na linha (até 15%).

Se você quiser conhecer em detalhes quais são esses fatores e como analisá-los de forma eficiente, confira o conteúdo completo do curso on-line Plantio do café: práticas para formação do cafezal produtivo. O curso, ministrado pelo o engenheiro agrônomo e pesquisador da Fundação Procafé, José Braz Matiello, é dividido em duas partes:

Plantio do café: práticas para formação do cafezal produtivo - Parte 1

Plantio do café: práticas para formação do cafezal produtivo - Parte 2

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