Silagem de milho: compensa usar snaplage?

Postado em: 02/10/2018 - 2 min de leitura

Silagem de milho: compensa usar snaplage?
A capacidade de colher a planta de milho de forma fracionada, permite a produção de outros produtos como: earlage, snaplage, toplage e stalklage. No entanto, há diferenças importantes no valor nutricional de cada uma dessas frações.

O snaplage vem sendo cada vez mais utilizada nos últimos anos. Mas, vale a pena usar snaplage em termos nutricionais e de custo?

Confira abaixo um desdobramento de uma perspectiva de valor nutricional para as diversas partes da planta de milho:



Como mostra a tabela acima, o grão seco do milho é o componente com maior teor de matéria seca, que vai decrescendo conforme aumentam os componentes fibrosos da silagem. Em contrapartida, há um crescimento proporcional no teor de fibra, representado na tabela na segunda coluna.

Um fato que deve ser destacado é o aumento da digestibilidade da porção FDN conforme aumentam os componentes fibrosos utilizados na silagem. Assim, o grão seco do milho possui a menor digestibilidade da FDN em comparação aos outros componentes analisados.

Isso afeta a densidade energética desses ingredientes. Como se vê na tabela, a densidade energética do milho grão seco e do snaplage é praticamente a mesma, apesar de o snaplage incluir grãos e sabugo do miho. Isso se dá por conta da modificação de amido durante o processo fermentação.

Assim, a silagem de snaplage tem um valor mutritivo muito próximo ao valor nutritivo da silagem de grão seco, não havendo uma diferença formal em termos de energia, mesmo tendo um teor de fibra significativamente maior. Isso traz uma série de vantagens para formulação de dietas de animais.

A última coluna do gráfico, em vermelho, é uma estimativa de energia líquida, expressa em Mcal por quilo e mostra exatamente essa tendência. O milho grão seco tem 20 decimais a menos de energia em relação à silagem de grão úmido ou reidratado.

A tabela abaixo também remete a uma lógica semelhante a essa, avaliando o custo de produção das diferentes silagens:



A última coluna mostra que a opção mais barata em termos de oferta de energia é o snaplage. Esse é um dos motivos pelos quais o mercado vem dando cada vez mais atenção a essa opção.

Assim, as opções fermentadas que contêm o grão trazem vantagens do ponto de vista de acréscimo da digestibilidade de amido, mas, sobretudo, na redução do custo de energia. 

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