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Postado em: 29/01/2020

ILPF: como os sistemas integrados beneficiam a qualidade do solo?

A integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), estratégia que integra atividades agrícolas, pecuárias e florestais na mesma área, visando uma produção sustentável, proporciona muitos benefícios gerados pelos efeitos sinérgicos dos componentes do sistema.

Um dos muitos aspectos positivos oriundos da implementação do sistema de integração lavoura-pecuária floresta são as melhorias que ocorrem no solo. Essa melhoria envolve aspectos químicos, físicos e biológicos.

Na questão química, destaca-se o uso de fertilizantes, principalmente na fase de agricultura. Porém, vale destacar que o uso de fertilizantes também é muito importante na fase da pecuária, com adubação das pastagens. Isso melhora a condição química do solo e, por consequência, o desempenho do capim, permitindo a produção de mais carne.

Não é incomum que os pecuaristas deixem de adubar o capim. Porém, a fertilização das pastagens é altamente recomendada em sistemas integrados, pois o pasto novo após o plantio agrícola é muito mais responsivo à adubação do que uma pastagem tradicional. Além de permitir uma qualidade melhor da forragem e uma maior produção de carne, isso permitirá uma qualidade melhor da soja na sequência deste pasto.

O capim adubado produz mais forragem e mais raízes que, por sua vez, estruturarão a física do solo. A partir do momento que se ajusta a química e a física do solo, resgata-se a biologia do mesmo. Esse solo terá uma atividade biológica muito mais intensa, tornando-se dessa forma, um solo de muito melhor qualidade.

Lembre-se que fertilidade e qualidade do solo precisam ser construída e nunca serão finalizadas. Sempre é possível melhorar alguns aspectos de um ano para o outro. À medida que se intensifica a ILP, intensificam-se as melhorias no ambiente. Dessa forma, em sistemas integrados sempre pode-se esperar que o ano seguinte será melhor do que o anterior, devido aos melhores ajustes da química, física e biologia do solo.

Na ILP, é importante que se tenha 100% da área coberta com capim. Hoje, fala-se muito em agricultura de precisão, pecuária de precisão. É necessário também falarmos de integração lavoura-pecuária de precisão. Para isso, é necessário ter 100% da área coberta com capim.

O solo sendo totalmente ocupado com pasto evita a presença de plantas daninhas. Além disso, esse solo estará inteiramente ocupado com raízes, onde ocorre a estruturação desse solo.

É essencial que se faça o ajuste do solo ao se implementar um sitema integrado. É necessário primeiro cuidar da melhoria do solo para, depois instalar uma cultura de grãos, como a soja. Não é incomum as pessoas focarem demais na química do solo e se esquecerem da física, mas as duas precisam ocorrer ao mesmo tempo.

Observe na foto abaixo a quantidade de raízes que uma gramínea forrageira é capaz de produzir:



Se o grau de compactação do solo não for elevado, a própria gramínea forrageira através do seu sistema radicular ajuda o sistema, permitindo maior infiltração de água no solo e melhor estrutura do mesmo e, consequentemente, após a fase de pastagem, a produtividade da soja será superior nessa área.

Vale destacar a importância do consórcio em sistemas integrados. A ilustração abaixo mostra essa importância, já que os efeitos no solo provêm de mais de uma espécie. São duas a três espécies radiculares com sistemas diferentes. Isso faz com que o solo se ajuste melhor.

Note na foto a presença de pelos radiculares e a capacidade de agregação de solo que essas raízes têm. Além do consórcio ser importante para o animal, sendo uma fonte de proteína, principalmente quando se usa uma leguminosa junto com as forrageiras, o efeito no solo é melhor quando se faz o consórcio das espécies. Vale lembrar que as leguminosas deixam também o nitrogênio no sistema.

A foto abaixo retrata muito bem a importância de se ter uma gramínea forrageira protegendo o solo:



A forrageira estrutura e faz a manutenção da qualidade do solo. É muito importante sempre manter o solo protegido, principalmente na cultura da soja, que é muito sensível na fase de implantação, especialmente em regiões de clima muito quente e solos arenosos. Se o solo não estiver protegido, pode até queimar a planta, gerando perdas de parte da produção. Neste aspecto, a palhada tem o papel de proteger a planta da soja na fase inicial de implantação.

Assim, percebe-se que uma atividade beneficia a outra em sistemas integrados. Por isso, a recomendação é investir em qualidade do solo para potencializar a produção agropecuária no sistema integrado.

Se você quiser saber mais sobre os sistemas integrados, acesse o conteúdo completo do curso Integração lavoura-pecuária-floresta: a 3ª revolução verde. Neste curso, o professor e pesquisador Dr. Edemar Moro, especialista em sistemas ILPF, ensina as bases para implantação do sistema, desde a primeira etapa do projeto (que não se aplica à propriedade, mas sim ao proprietário), passando pela implantação das culturas, até uma discussão sobre os resultados esperados.

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