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Postado em: 11/04/2019

Cruzamento industrial: entenda as diferenças entre heterose e heterozigose

A combinação ou o acasalamento de raças de diferentes tipos biológicos, que têm por objetivo a maior eficiência na produção de carne, deve ser entendido como cruzamento industrial.

O cruzamento industrial permite:

a) aproveitar os efeitos da heterose;

b) utilizar as diferenças genéticas existentes entre raças puras;

c) aproveitar os efeitos favoráveis da combinação de características nos animais cruzados, resultantes na seqüência em que os animais são usados nos cruzamentos (complementaridade);

d) dar flexibilidade aos sistemas de produção, como no manejo e comercialização.

O tipo de estratégia de cruzamento a ser adotado vai depender, principalmente, dos “objetivos” do sistema de produção, além, é claro, do tipo de produto requerido pelo mercado.

Os cruzamentos podem ser do tipo:

1) Rotacionado: uso de apenas duas raças, segurando as fêmeas para reprodução, sendo estas acasaladas com animais da raça da mãe ou do pai (retrocruzamento);

2) Terminal: cruzamento entre duas raças, onde todos os produtos são destinados ao abate;

3) Rotacionado-terminal: usa-se duas raças para produzir o F1, e cruza-se as fêmeas F1 com uma terceira raça, onde os produtos, machos e fêmeas, são destinados ao abate.

Podemos citar também o cruzamento para formação de uma nova raça, também conhecido como “boi composto”, pelo qual diferentes raças com características desejáveis por determinado “nicho de mercado” (adaptabilidade, precocidade, peso adulto, resistência a parasitas, etc.) são utilizadas. Porém, vamos nos limitar a apresentar algumas diferenças entre os tipos de cruzamentos usados diretamente para a produção de carne.

Um dos grandes benefícios de se utilizar o cruzamento industrial é, justamente, explorar a heterose. Mas o que é heterose? É a mesma coisa que heterozigose?

Heterose e heterozigose: entendendo as diferenças

O vigor híbrido ou heterose representa a superioridade média de um animal cruzado em relação à média dos desempenhos dos pais, independente da causa. A heterose terá mais benefícios sobre características com baixa herdabilidade, como as características reprodutivas e as de adaptabilidade.
Isso quer dizer que as características do animal dependem muito mais do ambiente do que da própria genética.

A heterose também depende das diferenças genéticas entre as raças que estão sendo utilizadas. Isso quer dizer que quanto maior a distância genética entre as raças, maiores serão os benefícios da heterose.

Já a heterozigose é a quantidade de genes vindos de raças diferentes. Assim, ao se cruzar animais da raça Nelore com animais da raça Angus, a heterozigose é de 100%, pois 100% dos genes estão vindo de raças diferentes puras. O mesmo se pode dizer ao cruzar animais da raça Nelore com animais da raça Tabapuã.

No entanto, a heterose desses dois cruzamentos é muito diferente. Lembrando que a heterose consiste no quanto melhor é o desempenho dos animais F1 com relação ao desempenho dos pais de raça pura.

Por exemplo, considerando o peso ao desmame, o Nelore tem um peso médio de 180 quilos e o Angus, 250 quilos. Fazendo uma média das duas raças, chega-se a 215 quilos de peso ao desmame. No entanto, os animais F1 desse cruzamento têm um peso ao desmame de 250 quilos, devido á heterose. Assim, fazendo a diferença entre o peso dos animais F1 em relação à média dos animais parentais, temos: 250 - 215 = 35 quilos. Ao dividir esse valor pela média dos pais, chega-se ao valor da heterose em porcentagem:

 
250 - 215 = 35/215 * 100 = 16% de heterose

Lembrando que a raça Nelore é zebuína e da Angus é uma raça britânica, de forma que são animais geneticamente mais distantes do que no caso do cruzamento de Nelore com Tabapuã, que também é uma raça zebuína.

Assim, considerando o peso ao desmame de 180 quilos para o Nelore e de 210 quilos para os animais da raça Tabapuã, temos uma média de 195 quilos. Considerando que os animais F1 tenham um peso médio ao desmame de 220 quilos, temos:
 
220 - 195 = 25/195 * 100 = 12,8% de heterose.

Assim, mesmo nos dois casos havendo 100% de heterozigose, a diferença na heterose é determinada pela maior distância genética entre as raças parentais. Vale destacar que é a heterose que vai gerar ganhos aos criadores que fazem cruzamento industrial.

Se você quiser aprender muito mais sobre cruzamento industrial, confira o conteúdo completo do curso on-line F1 Nelore/Angus: é viável investir em um animal geneticamente melhor?, do EducaPoint. O curso aborda conceitos importantes, bem como estratégias e análises de resultados. Confira!




 

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