Cura de umbigo de bezerros: por que esse manejo é tão importante?

Postado em: 09/05/2022 - 3 min de leitura

Cura de umbigo de bezerros: por que esse manejo é tão importante?
O procedimento de cura de umbigo de bezerros é um cuidado que precisa ser tomado após seu nascimento e que é extremamente importante para a saúde dos animais e impacta diretamente seu desenvolvimento futuro. As estruturas umbilicais são formadas durante o período gestacional e é através delas que ocorre o fornecimento de nutrientes ao feto e também por onde são feitas as trocas gasosas e metabólicas. Porém, após o parto, essas estruturas perdem sua função, ocorre o rompimento espontâneo do cordão umbilical e acaba se formando o chamado “coto umbilical”, que pode se tornar a porta de entrada de microrganismos do ambiente, gerando um processo inflamatório importante, chamado de onfalite.
 
Dados de pesquisas mostram que as onfalopatias estão entre as principais patologias que acometem os bezerros recém-nascidos, podendo chegar a até 10% das causas de mortalidade em animais com até 8 meses. As onfalopatias apresentam considerável frequência dentre os bezerros provenientes de sistemas leiteiros. 
 
As onfalopatias, além de poderem acarretar muitas alterações fisiológicas nos bezerros, podem também levar à queda na produção de leite já na primeira lactação. Por isso, é essencial que seja feita a colostragem adequada dos animais, pois, caso isso não seja feito, as consequências podem ser ainda mais graves. Em casos em que as onfalopatias não são diagnosticadas e tratadas corretamente, o quadro pode evoluir para uma septicemia e morte do animal.
 
Cura de umbigo de bezerros
 
O umbigo dos bezerros é composto por uma veia que se direciona diretamente ao fígado, por duas artérias que se distribuem pelo organismo e pelo úraco, que estabelece ligação com a bexiga. A cura de umbigo proporciona a desidratação do coto umbilical, com seus respectivos vasos e úraco. Isso impede a ascensão de patógenos pelo canal umbilical e consequentemente processos inflamatórios e infecciosos.
 
A cura de umbigo de bezerros é feita imergindo o coto umbilical até a sua base em uma substância antisséptica e desidratante. A substância mais utilizada para a realização desse manejo é a tintura de iodo. Existem várias recomendações sobre a concentração e o tempo em que o manejo deve ser realizado, mas a mais recomendada é a tintura de iodo com concentração de 10%, sendo feita imediatamente após o nascimento do bezerro, com a imersão sendo feita por aproximadamente 30 segundos. Esse procedimento deve ser feito duas vezes ao dia até o umbigo secar e se desprender do abdômen.
 
Levando-se em consideração a dificuldade no manejo de bovinos, principalmente em rebanhos de corte, onde os animais são mais reativos, a determinação de um limite satisfatório de dias para a realização da prática de cura de umbigo é essencial para otimizar o trabalho no campo sem prejudicar a sanidade dos bezerros recém-nascidos. 
 
Para saber se o procedimento de cura de umbigo de bezerros deu certo, é preciso que o animal seja avaliado periodicamente, com recomendação de que o umbigo seja examinado por palpação manual cerca de 15 a 20 dias após o nascimento. Se a palpação for feita muito cedo, antes de 15 dias, fica mais difícil reconhecer as estruturas umbilicais internas. Já após 20 dias, ocorre aumento da tensão da musculatura abdominal, o que dificulta o acesso das estruturas pela palpação.
 
Considerando os prejuízos econômicos e produtivos decorrentes das onfalopatias, por complicações secundárias, gastos com medicamentos e assistência veterinária, déficit no crescimento e desenvolvimento dos bezerros acometidos, e até mesmo o óbito por quadros septicêmicos, a cura de umbigo de bezerros torna-se essencial à prevenção da doença. Dessa forma, um adequado manejo na cura de umbigo é indispensável.
 
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Fonte: 
 
Como realizar e avaliar a cura de umbigo das bezerras? (https://rehagro.com.br/blog/cura-de-umbigo-das-bezerras/)
 
Cura de umbigo em bezerros: influência do tempo de cura sobre a cicatrização e ocorrência de onfalopatias  (https://convibra.org/congresso/res/uploads/pdf/2018_151_15036.pdf) 

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