Mochação com pasta: será que dá certo?

Postado em: 10/06/2022 - 2 min de leitura

Mochação com pasta: será que dá certo?
A remoção dos chifres de bovinos é uma prática comum no mundo inteiro e é uma importante prática de segurança da fazenda, pois evita lesões em pessoas e entre os próprios animais. O processo de mochação ou amochamento envolve a remoção de células queratogênicas produtoras de chifres em bezerros com menos de dois meses de idade. Nesse estágio, os brotos dos chifres ainda não se fundiram ao crânio. Isso facilita a prática de remoção e o processo de cicatrização, diminuindo o trauma ao qual o animal é submetido e evita complicações pós-operatórias como as sinusites.
 
O procedimento de mochação pode ser feito tanto por ferro quente como com o uso de pastas cáusticas, através da cauterização química. Ambos os procedimentos são eficazes, mas também são causadores de dor intensa aos animais, estando entre os procedimentos mais dolorosos realizados com bovinos, podendo gerar prejuízo no desempenho dos bezerros. Dessa forma, é essencial que sejam feitos procedimentos para mitigar a dor. 
 
Mochação com pasta cáustica
 
Esse procedimento consiste em aplicar a pasta cáustica apenas no botão cornual, com tosa dos pelos feita previamente. Deve-se ter cuidado para não colocar quantidade excessiva do produto para que este não escorra na pele causando lesões, podendo, inclusive, atingir os olhos. É possível prevenir lesões na pele criando um círculo de contenção com pomada à base de bálsamo, o que poderá impedir que a pasta cáustica escorra para outros locais.
 
Devido ao fato de esta prática causar dor intensa aos animais, é essencial que se use práticas de analgesia ou anestesia. A cauterização química com uso de pasta cáustica causa dor intensa com elevados níveis de cortisol por até 6 horas, contudo causa dor por menos tempo quando comparado ao uso de ferro quente.

Leia mais: Amochamento com pasta cáustica pode ser uma experiência emocional negativa para bezerros?
 
A anestesia local eficaz é essencial para a mochação dos bezerros para garantir o bem-estar e a facilidade de manejo. Esta tornou-se obrigatória pela Resolução n°877, de 15 de fevereiro de 2008, do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV). O anestésico local mais utilizado é a lidocaína (2 ou 5%) e esta deve ser aplicada próximo ao nervo cornual. Para obter um alívio eficaz da dor, é necessário colocar o anestésico local no lugar certo e esperar o tempo suficiente para que ele funcione.
 
Medicações anti-inflamatórias também são bastante utilizadas com uma grande eficácia e importância, com o objetivo de reduzir o processo inflamatório e, dessa forma, atuando como tratamento para a dor.
 
Portanto, o processo de mochação é rápido e pode melhorar o manejo dos animais, mas precisa ser feito de forma responsável e considerando o bem-estar animal, com anestesia local e analgesia associada com anti-inflamatórios.
 
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Fonte: 
 
Amochamento e descorna de bezerros leiteiros (https://www.educapoint.com.br/blog/pecuaria-leite/amochamento-e-descorna-de-bezerros-leiteiros/)
 
Why disbud calves? (https://www.nadis.org.uk/disease-a-z/cattle/disbudding-calves/) 

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