Tétano: como diagnosticar, prevenir e tratar?

Postado em: 15/03/2018 - 2 min de leitura

Tétano: como diagnosticar, prevenir e tratar?

O tétano é uma doença muito comum, relatada também em humanos, causada pela bactéria Clostridium tetani, que produz duas toxinas: tetanolisina e tetanospasmina - principal neurotoxina envolvida com a sintomatologia dessa doença.

A transmissão se dá no contato com feridas que não estão com assepsia adequadas, como: castração, tosquia, vacinação, entre outros ferimentos perfurantes que possam ser contaminados com esporos de Costridium tetani, presentes no ambiente. Um ambiente de baixo oxigênio (anaerobiose) também favorece a produção dessa toxina pela bactérias.

Diagnóstico

O diagnóstico de tétano é simples, sendo possível observar a sintomatologia clínica característica. Como a tetanospasmina começa a agir nas terminações nervosas dos neurônios motores, migrando para o Sistema Nervoso Central, o animal apresenta um quadro de paralisia espástica, ou seja, fica todo contraído.

Apesar disso, muitas vezes o proprietário ou o veterinário optam por fazer um esfregaço da ferida para identificar o agente causador. É feito, então, o método de coloração GRAM, que é totalmente aplicável no campo. Como se pode ver na figura abaixo, o esporo é bem característico, com um formato de raquete.

Além disso, pode-se fazer um isolamento do microrganismo da ferida, mas o principal é o diagnóstico clínico.

Tratamentos

O tratamento baseia-se no uso da antitoxina que é aplicada de maneira intravenosa ou no espaço subaracnóideo, dependendo do peso do animal. Além disso, muitas vezes, faz-se uso da antibioticoterapia, tanto local quanto sistêmica.

Também é necessário fazer o tratamento da ferida, com seu debridamento e o uso de peróxido de hidrogênio (água oxigenada), com o objetivo de oxigenação e eliminação das bactérias.

Faz-se, também, o tratamento de suporte. Como esses animais estão muito reativos a estímulos ambientais, devem ficar em locais calmos, sedados, podendo ser feito uso de relaxantes musculares.

Controle

O principal controle, assim como todas as outras clostridioses, é com a vacinação, que é essencial para que os anticorpos produzidos pelo animal neutralizem as toxinas.

Medidas adequadas de manejo, como manter os animais em ambientes limpos e sem estresse, cuidados na vacinação, e cautela para que não ocorram lesões nos animais, também fazem parte do controle.

Outras doenças do grupo das “Clostridioses”, que são causadas por bactérias do gênero Clostridium sp., normalmente encontradas no intestino dos animais e no ambiente, são abordadas em detalhes no curso online Clostridioses em bovinos: como reconhecer e atuar na prevenção, disponível no EducaPoint. 

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