Timpanismo em bovinos: o que você precisa saber?

Postado em: 10/03/2022 - 3 min de leitura

Timpanismo em bovinos: o que você precisa saber?
O timpanismo, também conhecido como empanzinamento ou meteorismo ruminal, é uma hiperdistensão do rúmen e do retículo de bovinos com os gases da fermentação. Normalmente, o animal tem a capacidade de eliminar os gases através da eructação. Porém, alguns fatores impedem a expulsão correta desses gases, levando a um quadro clínico de dificuldade respiratória e circulatória, podendo levar o animal a morte. A suscetibilidade individual ao inchaço varia e é determinada geneticamente.
 
A enfermidade é mais comum em bovinos criados em sistema de confinamento, pois eles se alimentam de rações com grandes proporções de concentrados, principalmente soja e cevada. Entretanto, em bovinos criados a pasto, o problema também pode ocorrer quando consomem forrageiras leguminosas, como alfafa e trevo, seja na forma de pastagem, seja na forma de silagem e feno. Em bezerros, uma alta quantidade de leite ingerida pode acarretar o problema. 
 
Tipos de timpanismo
 
Existem duas formas de timpanismo: primária e secundária. No timpanismo primário ou espumoso ocorre um aumento na viscosidade ou tensão superficial do líquido ruminal e a persistência de bolhas gasosas, que ficam retidas à ao alimento ingerido na forma de espuma, levando à dilatação anormal do rúmen. Essas bolhas se unem fortemente e não se desfazem facilmente, de forma que as contrações ruminais não são suficientes para eliminá-las.
 
O timpanismo primário decorre de fatores nutricionais, como fornecimento de uma dieta sem equilíbrio entre concentrado e volumoso, grãos com granulometria muito fina e forrageiras altamente fermentativas.
 
As contrações ruminais podem até persistir, porém devido a forte união das bolhas, essas não se desfazem e consequentemente não são eliminadas. Esse tipo de meteorismo é decorrente de fatores nutricionais: fornecimento de concentrados sem equilíbrio com volumosos, grãos de fina granulometria e forrageiras altamente fermentativas.
 
O timpanismo secundário, por sua vez, ocorre quando há alterações físicas no aparelho digestivo do animal ou anormalidades funcionais, que prejudicam a eliminação dos gases por eructação. Essas alterações podem ser obstrução por corpo estranho, infecções que causam enfartamento ganglionar, alteração do reflexo de eructação por lesões nervosas, alterações na saliva, já que o pH do líquido ruminal  é neutralizado pelo bicarbonato salivar e a mucina diminui sua viscosidade, entre outras coisas.
 
O timpanismo secundário ocorre com menos frequência que o primário.
 
Sintomas
 
O timpanismo tem evolução rápida do quadro clínico. A pressão intrarruminal se eleva e ocorre a distensão do flanco esquerdo, deixando o animal aflito e fazendo com que ele pare de se alimentar e comece a apresentar desconforto.
 
Os principais sinais associados ao timpanismo bovino são:
 
  • Dor abdominal;
  • Redução alimentar;
  • Alta frequência respiratória;
  • Aumento do volume ruminal;
  • Excessiva pressão intra-ruminal causando desconforto;
  • Salivação;
  • Extensão do pescoço; 
  • Distensão dos membros.
 
Em muitos casos o quadro clínico evolui para a queda do animal, com a cabeça distendida, boca aberta, língua protrusa e olhos dilatados. A morte ocorre, se não tratado, após algumas horas do início dos sintomas.

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Tratamento
 
O tratamento é feito de acordo com a causa primária, mas requer alívio rápido da distensão ruminal. Recomenda-se o estímulo da eructação e da salivação, a passagem de sonda orogástrica, a administração de agente antiespumante (éster tributílico, silicone, metilcelulose) ou até ruminotomia.
 
Como trata-se de um quadro agudo e de evolução rápida, é necessário que o médico veterinário seja chamado imediatamente para que o tratamento seja feito a tempo.

Prevenção
 
A maneira mais indicada de se prevenir o timpanismo bovino é evitar a adoção de dietas com excesso de grãos e deficiente em fibras. Também deve-se ficar atento com a pastagem fornecida, mesmo que em forma de silagem, uma vez que determinadas forrageiras têm mais probabilidade de ocasionar o problema.
 
Outro ponto importante é evitar a excessiva moagem dos grãos.
 
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Fontes:
 
Timpanismo: causas, sintomas e tratamento (https://www.milkpoint.com.br/artigos/producao-de-leite/timpanismo-causas-sintomas-e-tratamento-224784/)
 
Timpanismo (https://www.infoescola.com/medicina-veterinaria/timpanismo/)
 
Timpanismo em bovinos: Como evitar esse doença fatal? (https://www.revistaveterinaria.com.br/timpanismo-em-bovinos-2/)
 
Bloat in Ruminants (https://www.msdvetmanual.com/digestive-system/diseases-of-the-ruminant-forestomach/bloat-in-ruminants) 

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