Tratamento da mastite por E. coli: quão limpo e seco é suficiente?

Postado em: 19/10/2020
As bactérias E. coli são patógenos gram-negativos causadores de mastite com uma estrutura celular fundamentalmente diferente das bactérias gram-positivas. A parede celular da E. coli é a principal toxina que a bactéria contém. É chamado de endotoxina ou lipopolissacarídeo e é um estimulador altamente potente do sistema inflamatório da vaca. Conforme as bactérias E. coli crescem e morrem, elas liberam sua toxina, o que pode causar sinais de doença sistêmica mais graves. No entanto, especialmente quando os rebanhos usam uma vacina de antígeno essencial, a maioria dos casos de infecções intramamárias por E. coli será leve a moderada.
 
Quando a fazenda faz culturas bacterianas no próprio local ou por meio de um laboratório, a prioridade é determinar primeiro se a infecção é gram-positiva ou gram-negativa, pois isso é um indicador de considerações de tratamento. Também ajuda a identificar o reservatório de infecção, de onde a infecção está vindo na fazenda.
 
Para gram-negativos como E. coli, a oportunidade de infecção vem do ambiente da vaca. Quando se considera a prevenção, o importante é manter as vacas o mais limpas e secas possível, de acordo com John Wenz, professor associado da Washington State University. Quando você compara os patógenos ambientais E. coli e os estreptococos ambientais, eles são diferentes devido ao seu reservatório de infecção em comparação com os patógenos contagiosos clássicos como Staph aureus e Strep agalactiae.
 
No caso de patógenos contagiosos, o controle envolve interromper a propagação da doença de vaca para vaca e o tratamento de vacas secas. No entanto, com patógenos ambientais como E. coli, tudo se resume a manter as vacas o mais limpas e secas possível. Porém, fica a pergunta: quão limpo e seco é limpo e seco o suficiente? E como você sabe disso quando vê?
 
Em um estudo com um pequeno conjunto de dados, foi observada a pontuação de higiene de estábulos comparando dois galpões usando sólidos de esterco reciclado como cama e descobriu-se que se fosse mantida a porcentagem de galpões sujas abaixo de 40%, era suficiente, com o nível de sujeira acima de 40% mostrando uma relação positiva com infecção intramamária, pelo menos naquela fazenda. 
 
Lembre-se de que há muitas variações nos tipos de cama, manejo e design das dos galpões que podem afetar o que é necessário para mantê-los limpos e secos o suficiente para cada fazenda.
 
Sinais de E. coli:
 
- queda substancial na produção de leite;
- febre;
- desidratação;
- depressão severa;
- menor consumo de ração.
 
A maioria dos casos de E. coli não resulta em doença grave; mas muitas vezes quando a vaca tem infecção grave, trata-se de mastite por E. coli.
 
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Prevenção de E. coli
 
O desafio para fazendas leiteiras é determinar o que está limpo e seco o suficiente em suas fazendas. Isso pode ser desafiador devido à disponibilidade de pessoas, tratores e equipamentos necessários para manejar os currais. Frequentemente, o manejo da cama é feito em uma programação, por exemplo, uma vez por semana ou a cada duas semanas. Se você estiver tendo um problema, pode ser hora de repensar sua programação e deixar que as próprias instalações lhe digam quando é hora de substituir ou adicionar novas camas, definindo, dessa forma, a rotina do manejo a ser feito.
 
O uso de uma vacina com antígeno essencial não previne infecções, mas reduz a gravidade daquelas que ocorrem e se tornam clínicas. Na maioria das fazendas comerciais, os produtores podem facilmente calcular o custo-benefício do uso de uma vacina de antígeno essencial. Se você teve mais mastite clínica associada a gram-negativos do que gostaria na fazenda, certamente vale a pena considerar.
 
Lembrando que, por se tratar de bactérias ambientais, em caso de infecção por E. coli deve-se focar no manejo do ambiente em que as vacas mais ficam, e não na sala de ordenha, por exemplo.
 
* Baseado no artigo Managing E. coli Mastitis: How Clean and Dry Is Enough?
do Farm Journal Content Services
 
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