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Postado em: 22/05/2019

Como a CCS interfere na saúde financeira da fazenda e como melhorar isso?

Até a década de noventa, o mercado do leite no Brasil era tabelado. Por volta de 1994, com o Plano Real, o leite passou a não ter mais interferência do Governo. Essa também foi uma época em que o País começou a experimentar a globalização. A partir desse momento, para ser competitivo na produção de leite, não bastava mais ser apenas competitivo dentro do mercado nacional. A atividade leiteira se tornou mundialmente competitiva.

Uma das formas mais eficazes de se tornar cada vez mais competitivo é melhorar a qualidade do leite

Porém, quando se fala em produtos do agronegócio brasileiro, como por exemplo, suinocultura e avicultura, percebe-se o quanto cada cadeia cuidou do quesito qualidade na produção, na indústria e no supermercado. No leite, no entanto, ainda se está aprendendo a trabalhar com qualidade, desde a fazenda até o consumidor.

Por que a questão da qualidade do leite é menos focada do que nas outras cadeias do agronegócio? Por que se perde muito dinheiro com qualidade de leite e, mesmo assim, não são feitas melhorias significativas visando melhorar isso? Por que a mastite gera tantos prejuízos financeiros, mas isso não é suficiente para que se atente mais à questão da qualidade do leite?

Um fator decisivo para essa mudança no foco para um maior cuidado com a qualidade dos produtos é o modelo mental do produtor. Mastite e alta contagem de células somáticas (CCS) são questões de atitude e refletem no retorno sobre o capital e no fluxo de caixa.

Um pensamento que pode surgir na cabeça das pessoas é de que se a qualidade do leite for melhor remunerada, haverá maior estímulo para sua melhoria. No entanto, o gráfico abaixo mostra que isso não acontece. Nos laticínios que não pagam por qualidade a média de CCS foi menor do que nos laticínios que pagam:



Assim, conclui-se que o pagamento por qualidade não está motivando os produtores de leite a melhorarem o índice de CCS de sua fazenda.

Superar a questão da CCS é um diferencial competitivo hoje para muitas fazendas, de forma que gerenciar a qualidade do leite define o futuro da fazenda e a remuneração sobre o capital investido.

Quando falamos da qualidade do leite, da gestão da CCS e do controle da mastite, não falamos apenas da parte técnica, mas sim, estamos falando de dinheiro. Falar da qualidade de leite hoje passa a ser decisivo entre a permanência e o encerramento das atividades de uma fazenda de leite. Reduzindo a mastite e controlando a CCS, teremos maior receita, maior volume de leite e melhor preço de leite colocado na fazenda.

Como a CCS interfere na saúde financeira e quanto isso custa por ano?



Alguns pesquisadores mostram que CCS acima de 1,5 milhão as vacas perdem de 25% a 29% da produção de leite. 

Confira a tabela abaixo:



Se a mastite não for bem gerenciada, esses 85% não serão suficientes para pagar as despesas, pois aumentaram as despesas com medicamentos e haverá queda na receita devido ao preço menor e à menor produção de leite por vaca.

É possível aumentar os lucros da pecuária leiteira?

Sim, é possível! No entanto, é preciso um bom planejamento da atividade. Como fazer isso? É necessário que se tenha em mente que o produtor precisa passar a olhar para três pontos cruciais: pessoas, processos e resultados. Isso foi chamado de Método PPR.

O Método PPR serve justamente para que o produtor de leite pare de gerenciar problemas e passe a gerenciar pessoas e processos para obter bons resultados planejados.

Metodologia PPR

Para trabalhar com a metodologia PPR, é necessário:

1. Fazer o diagnóstico da fazenda

Sempre observando as pessoas, os processos e o histórico de resultados da fazenda.

Para ter um bom diagnóstico, é preciso ter as anotações do histórico de mastite por teto, por vaca; histórico de CCS; ou seja, é importante ter em mãos informações sobre a fazenda e sobre as vacas.

2. Elaboração de um plano de ação

Esse plano de ação contempla doze meses de trabalho e, depois desse período, são feitas auditorias.

Modelos mentais

No entanto, antes de tudo isso, é muito importante conhecer os modelos mentais das pessoas e o que as motivam. Por exemplo, um ordenhador que acredita que a mastite é causada pelo resto de leite no úbere, nunca vai limpar uma ponta de teto de maneira correta, porque seu modelo mental é de que o resto de leite no úbere é que causa mastite, e não a bactéria no teto da vaca.

Para facilitar o entendimento, foi criado na Metodologia PPR sete causas em um diagrama de causa e efeito:



O mais importante desse diagrama é o fator motivador do produtor, ou seja, o que motiva sua ação para melhorar o resultado da CCS. Isso é chamado de atitude. Assim, a gestão da mastite nada mais é que uma questão de atitude.

Se você quiser saber mais sobre a Metodologia PPR, confira o conteúdo completo do curso on-line Gestão da qualidade do leite: uma questão de atitude, do EducaPoint. Nesse curso, Cassio Camargos mostra a importância do programa de gestão da qualidade do leite e ensina como implementá-lo, por meio do Método PPR - Pessoas, Processos e Resultados.

Mais informações:

contato@educapoint.com.br
Telefone: (19) 3432-2199
WhatsApp (19) 99817- 4082

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