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Postado em: 17/06/2019

Você sabe quais são os principais agentes causadores de mastite?

Os principais agentes causadores de mastite podem ser separados em dois grupos principais: agentes contagiosos e agentes ambientais.

Mastite contagiosa

Dentre as bactérias que causam a mastite contagiosa, destacam-se dois grupos principais:

1) Staphylococcus aureus

Essa é uma das bactérias mais importantes em termos de causas de mastite contagiosa praticamente em todo o mundo. Estudos mostram que a prevalência desta bactéria nos rebanhos leiteiros pode variar de 20%, 30% chegando até 70%. Isso significa que em pelo menos 70% dos rebanhos, há ao menos uma vaca infectada.

No Brasil, estudos mostram que praticamente 100% do rebanhos têm pelo menos uma vaca com Staphylococcus aureus.

Essa é uma bactéria altamente capaz de se adaptar à glândula mamária, causando uma mastite com resposta subclínica, eventualmente podendo acontecer casos de mastite clínica.

A transmissão acontece durante a ordenha, quando o leite contaminado de uma vaca contamina o equipamento de ordenha, mãos, utensílios.

Vale lembrar que a Staphylococcus aureus também pode causar mastite em novilhas. Isso está ligado à transmissão por meio de moscas e por mamadas cruzadas.

O diagnóstico da mastite causada por Staphylococcus aureus é feito por cultura microbiológica. É fundamental identificar os animais infectados para que sejam tomadas medidas, como a segregação desse duarante a ordenha.

A mastite causada por essa bactéria apresenta uma baixa resposta ao tratamento, porque apresenta maior resistência aos antibióticos. Além disso, muitas vezes a Staphylococcus aureus está em locais na glândula mamária que os antibióticos não conseguem atingir, seja por meio de fibrosamento, seja por micro-abscessos.

2) Streptococcus agalactiae

Esse é um dos principais organismos causadores de mastite contagiosa em vários países do mundo. Em alguns deles, essa bactéria já foi praticamente erradicada, enquanto que em outros, ainda é bastante prevalente.

No Brasil, cerca de 70% dos rebanhos têm pelo menos uma vaca infectada com essa bactéria.

Uma característica importante da Streptococcus agalactiae é que, se feito um bom programa de diagnóstico das vacas positivas, é possível eliminá-la do rebanho. Além disso, essa bactéria responde muito bem ao tratamento, principalmente com antibióticos dos grupos de penicilinas e cefalosporinas. As taxas de cura para esse tipo de agente chegam a ser de 90%-95%.

A Streptococcus agalactiae é altamente contagiosa. Vacas infectadas com essa bactéria têm uma alta contagem de células somáticas (CCS), que fica em milhões, mostrando que causa grande impacto na CCS do tanque. Assim, é de extrema importância identificar e tratar as vacas infectadas.

Mastite ambiental

A mastite ambiental é causada por bactérias presentes no ambiente da vaca. Geralmente, essas bactérias estão associadas à presença de matéria orgânica, fezes barro, ou seja, todos os locais onde a vaca pode entrar em contato e contaminar os tetos.

Dentre as bactérias que causam a mastite ambiental, destacam-se três grupos principais:

1) Streptococcus ambientais

Esse grupo, diferentemente dos Streptococcus agalactiae, tem origem principalmente no ambiente em que a vaca fica. Nesse grupo, destacam-se duas espécies: Streptococcus uberis e Streptococcus dysgalactiae.

Essas bactérias têm a característica de serem gram positivas. Com origem no ambiente, geralmente colonizam a pele do teto e por uma forma oportunista, invadem o canal do teto, gerando uma resposta inflamatória. Os  casos podem ser classificados como clínicos ou subclínicos e esse tipo de contaminação também se caracteriza por apresentar alta contagem de células somáticas (CCS).

Quanto ao tratamento, não é feito de imediato nos casos de mastite subclínica, recomenda-se aguardar a secagem. Já os casos de mastite clínica precisam ser tratados.

Alguns estudos mostram que essas bactérias podem ter comportamento contagioso. Isso significa que, em uma parte das vacas, os dois tipos de Streptococcus podem adaptar-se à glândula mamária, causando uma mastite crônica, de forma que o animal torna-se uma fonte de infecção para outras vacas. Assim, esses agentes podem causar uma mastite contagiosa e ambiental. Contudo, o mais conhecido em termos de epidemiologia e transmissão é que essas bactérias são transmitidas a partir do ambiente.

2) Coliformes

Dentre o grupo dos coliformes, destacam-se duas espécies principais: Escherichia coli e Klebsiella ssp. Esses dois agentes são Gram-negativos e têm como origem a matéria fecal, que pode contaminar a cama, o ambiente, a água e, em contato com o teto, de uma forma oportunista, causa mastite.

Uma das características desse grupo é que essas bactérias possuem uma toxina em sua parede celular que causa uma resposta inflamatória aguda na vaca. Esses são, portanto, os casos de mastite moderado ou grave, podendo  levar ao óbito do animal. Cerca de 5% dos casos clínicos de mastite de uma fazenda leiteira são desse tipo mais graves, sendo a grande maioria desses casos causados por coliformes.

A maioria dos casos de infecção leve por Escherichia coli, a vaca consegue responder sozinha à infecção, ou seja, ela tem sintomas de mastite (visual ou não), mas se recupera sozinha.

Já a Klebsiella apresenta casos de mastite mais graves e a resposta ao tratamento é mais baixa.

Um ponto interessante sobre a Escherichia coli é a possibilidade de vacinação. A vacina J5 é recomendada em rebanhos que tenham uma alta incidência de mastite causada por Escherichia coli. A vacina, nesses casos, é uma boa medida de controle para prevenção e redução da gravidade dos danos causados por essa bactéria.

3) Staphylococcus coagulase-negativa

Essas bactérias têm uma patogenicidade menor do que a Staphylococcus aureus, causando menor grau de lesão e de perdas em termos de produção de leite. Há, inclusive, estudos que mostram que esses agentes não alteram a produção de leite.

Essas também são bactérias gram-positivas, mas com uma resposta menor na CCS.

Tem-se observado um grande aumento da frequência desses agentes em vários países do mundo, inclusive no Brasil, e a presença deles tem sido objeto de estudos nos últimos anos. Não existe ainda uma definição sobre medidas específicas para esse tipo de agente causador de mastite. Trata-se de oportunistas e muito relacionados ao período pós-parto das vacas.

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