Botulismo: como diagnosticar, prevenir e tratar?

Postado em: 10/11/2017 | 3 min de leitura Escrito por:
O botulismo é definido como uma intoxicação, causada pela ingestão ou absorção, por parte da mucosa intestinal, de toxina pré-formada da bactéria Clostridium botulinum, resultando em um quadro de paralisia motora progressiva. Essa doença, também conhecida como doença da vaca caída, tem acometido muitos rebanhos, causando grandes prejuízos devido às altas taxas de mortalidade dos animais.

Essa doença pode apresentar-se de duas formas: o “botulismo esporádico” (quando há a ingestão de alimento contaminado, podendo ser a silagem ou a água), ou o “botulismo endêmico” (que ocorre de forma mais constante nas propriedades, como consequência da baixa ou nenhuma mineralização, da falta de correção do solo, e da carência de nutrientes na dieta).

Diagnóstico

A melhor forma de se diagnosticar a doença é na análise clínica, verificando se há presença dos sintomas de paralisia ascendente simétrica. É importante, também, relacionar a fonte de alimento possivelmente contaminada, tentando encontrar fatores predisponentes na propriedade, associando com a sintomatologia clínica que está sendo apresentada pelo animal. Porém, muitas vezes será necessário realizar o diagnóstico laboratorial, e para isso recomenda-se a coleta dos seguintes materiais:

*Conteúdo ruminal/intestinal, pelo fato do animal ter ingerido o alimento com a toxina;

*Fragmentos de fígado, pois o órgão metaboliza essa toxina;

*Fonte (alimento suspeito: silagem, água): importante separar fragmentos do que pode ter veiculado a toxina.

Esse material deve ser enviado rapidamente ao laboratório (em até 48 horas), refrigerado em caixas de isopor com gelo reciclável, em um recipiente hermeticamente fechado.

Prevenção

Como mecanismo de controle, é importantíssimo vacinar todo o rebanho. A primeira dose dessa vacinação deve acontecer a partir dos 12 meses de idade. Mas quando se identifica o risco de botulismo em bezerros, essa vacinação pode ser feita antes deste período. Após essa primeira dose, é fundamental revacinar os animais anualmente. Assim, há a garantia que haja anticorpos circulantes na corrente sanguínea dos animais. Dessa forma, quando a toxina botulínica cair na circulação sanguínea, é possível garantir a neutralização da mesma pelo sistema de defesa do animal. Por isso, manter a vacinação é a principal estratégia de controle dessa doença.

Além disso, outras medidas de controle são recomendadas, como:

*Cautela com fonte de alimentos contaminados;

*Realizar suplementação mineral adequada;

*
Corrigir o solo corretamente;

*Abolir o uso da cama de frango, já proibida no país;

*Controlar o acesso dos animais a fontes de água estagnada;

*Retirar carcaças expostas.

Tratamento

O tratamento da doença só é eficiente quando as toxinas não estão completamente ligadas às junções neuromusculares. Uma vez que essa toxina já foi internalizada, e aquele neurônio não consegue mais liberar a acetilcolina para contrair, não é possível fazer um tratamento eficaz. Nesse cenário, é necessário que se espere a metabolização da toxina, e o tratamento principal será o tratamento de suporte.

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No Brasil, essas doenças estão entre as que mais matam, já que, apesar de poderem ocorrer de forma isolada, o mais comum é que aconteçam em forma de surtos, acometendo vários animais do rebanho.

Devido a sua importância, é fundamental que produtores, veterinários e demais envolvidos com a produção conheçam a fundo os sinais clínicos destas doenças, e entendam quais as medidas necessárias para realizar seu controle e prevenção.

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