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Postado em: 24/07/2018

Por que o estresse calórico afeta a reprodução de bovinos leiteiros?

A zona de conforto térmico das vacas oscila entre -5°C a 22°C. Qualquer valor acima dessa faixa, deixa os animais em uma situação de estresse térmico. Quando estão nessa situação, as vacas não conseguem dissipar o calor produzido em seu metabolismo e ativam mecanismos de defesa que reduzem a produção e auxiliam na perda de calor. Nos dois casos, é reduzida a energia disponível para produção leiteira levando a menor produtividade.

Além de comprometer a produtividade dos animais, o estresse térmico pode ter impacto na reprodução

Por que o estresse calórico afeta a reprodução de bovinos leiteiros?

O primeiro motivo é que embriões em estágios iniciais de desenvolvimento são extremamente susceptíveis à alta temperatura. Dessa forma, o estresse calórico gera um comprometimento embrionário e, consequentemente, compromete a prenhez. Essa susceptibilidade é muito maior durante os primeiros estágios de desenvolvimento.

Assim, se durante o período peri-ovulatório a vaca passar estresse por calor a consequência será maior do que se esse estresse ocorrer uma a duas semanas após a inseminação. O problema é que o estresse por calor não ocorre de maneira pontual, sendo contínuo e gradativo. Assim, nem sempre isso se aplica de uma maneira prática nas fazendas. Tanto é que, durante os períodos iniciais de gestação, o efeito deletério é mais marcante na reprodução.

Outro ponto importante é que, como o folículo, no momento da ovulação, já começou a se desenvolver meses antes, há um legado desse dano que o processo de hipertermia causa lá na frente, ou seja, se houver lesão na população folicular hoje, esse efeito negativo em fertilidade se propaga por inúmeras semanas.



É por isso que, mesmo após o estresse calórico terminar, há uma redução na fertilidade da vaca que não é recuperada imediatamente.

Confira os dados abaixo de taxa de concepção (linha escura) contrastado com o índice de temperatura e umidade (THI) (linha vermelha):



Percebe-se claramente que a taxa de concepção cai conforme o THI aumenta e que não se recupera, mesmo com a queda do THI, o que mostra o efeito de legado, afetando a reprodução mesmo após o estresse ter terminado.

Isso gera algumas consequências. Uma delas é que a capacidade de síntese hormonal do trato reprodutivo é atenuada. No estudo abaixo, realizado em Israel, foi mensurada a produção de inibina por células foliculares que foram expostas ou não ao estresse calórico.



Observou-se que a concentração de inibina foi reduzida quando as células foram expostas a uma situação de hipertermia em comparação com as células de animais que não sofreram hipertermia. Uma das funções da inibina é inibir a pulsatilidade de uma das gonadotrofinas que estimula crescimento folicular, chamada de hormônio folículo estimulante (FSH).

Conforme há mais inibina, a concentração de FSH diminui; já quando há menos inibina, aumenta a concentração de FSH. Uma das funções do FSH é recrutar grupos de folículos para iniciar seu crescimento na fase pós-antral. Tendo mais FSH, estimula-se mais folículos a crescer, facilitando com que mais de um folículo se torne dominante dentro de uma onda de crescimento folicular, aumentando o risco de ovulações múltiplas, e potencialmente, o maior risco de gestação gemelar. De fato, os dados epidemiológicos mostram maior risco de gestação gemelar durante os períodos quentes do ano.

Ou seja, o estresse calórico afeta algumas funções reprodutivas, atrapalha o desenvolvimento embrionário e também favorece a ocorrência de algumas doenças uterinas (retenção de placenta, metrite e endometrite). Como essas doenças uterinas ocorrem logo após o parto, uma solução aparentemente óbvia seria resfriar essas vacas durante esse período do final da gestação e início da lactação. Isso porque, com temperaturas corpóreas mais baixas, reduz-se o estresse calórico e, consequentemente poderiam ser reduzidos os riscos de desenvolvimento de patologias uterinas.

Um dos benefícios de se resfriar vacas no período seco, independentemente de doenças, é que animais expostos ao calor, mas que passam por resfriamento, tendem a produzir mais leite. No entanto, os estudos não mostram uma correlação direta entre o resfriamento de vacas e a redução de doenças uterinas no início da lactação.

No vídeo abaixo, um dos maiores especialistas em reprodução de bovinos, o professor José Eduardo Portela da Universidade da Flórida, explica porque ocorre uma redução na taxa de prenhez quando as vacas estão sofrendo com o estresse calórico.

Este vídeo faz parte do curso online O desafio de melhorar a reprodução durante o estresse por calor disponível no EducaPoint.

Durante este curso, o professor José Eduardo Portela, explica os mecanismos pelo qual o calor impacta os índices reprodutivos de rebanhos leiteiros, e apresenta alternativas para minimizar estes feitos. Confira a programação completa clicando aqui! Para isso, assine o EducaPoint.
 
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