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Postado em: 18/07/2018

Carrapaticida químico: como lidar com a questão da resistência?

Qual o produtor de bovinos que nunca teve problemas com carrapatos em sua propriedade?

O carrapato é considerado o mais importante ectoparasito dos bovinos, pelos danos diretos e indiretos que pode ocasionar, limitando consideravelmente a produtividade animal e aumentando de forma significativa o custo de produção. Estima-se que no Brasil, este artrópode cause prejuízos em torno de 3,24 bilhões de dólares anuais

De todas as ferramentas disponíveis para o controle do carrapato R. (B.) microplus, um dos principais carrapatos que parasitam os bovinos, a mais utilizada e que provoca um resultado mais benéfico e imediato é o controle químico.

Sobre o controle químico, surge a primeira pergunta: qual a solução para eliminar ou erradicar o carrapato? A resposta é muito simples: não existe método para erradicar esse carrapato. Existem, sim, métodos ou princípios ativos que atuam melhor contra essa espécie de carrapato, o que podem espaçar o intervalo de banho ou reduzir a olho nu a infestação dos animais, trazendo algum conforto ao produtor. No entanto, isso é apenas uma questão de tempo.

Por que não é possível erradicar de vez os carrapatos?

Por causa de um processo, muito discutido, chamado de resistência. O modo como os carrapatos se tornaram resistentes aos agentes de controle químico impediram, pelo menos até hoje, a erradicação dos carrapatos.

Resistência

Existem algumas teorias que explicam como o carrapato se torna resistente a um produto químico. Vale mencionar que a maior parte dos estudos é feita em helmintos, com boa parte deles sendo extrapolados para outros parasitos, incluindo os carrapatos.

Teoria 1: Pressão de seleção (mais aceita)

Essa teoria afirma que não ocorre mutação genética. Já existem indivíduos resistentes em uma determinada população. À medida em que você trata os animais, automaticamente acaba selecionando os indivíduos mais resistentes.

Teoria 2: Ocorre mutação genética

Essa teoria afirma que existe, sim, mutação genética. Depois que você aplica a medicação, esse carrapato entra em contato e isso, de alguma forma, estimula a mutação de alguns genes, o que passa para as gerações seguintes.

Não se sabe ao certo qual a teoria correta. As duas podem ser corretas e podem, inclusive, ocorrer de forma simultânea.

Fatores que aceleram o aparecimento da resistência

1) Frequência de aplicação de uma formulação química

Quanto mais se trata um rebanho com uma determinada formulação, mais rapidamente ela vai deixar de funcionar nesse rebanho.

2) Persistência da droga

Persistência da droga é o tempo que ela permanece dentro do organismo do bovino. Esse é outro fator importante e parece acelerar o aparecimento da resistência.

O gráfico abaixo é um perfil farmacocinético de uma lactona, por exemplo, uma ivermectina 1%:



Já o abaixo mostra a comparação com uma ivermectiva mais concentrada:



Como se vê na comparação, uma formulação mais concentrada, por permanecer mais tempo no organismo, pode acelerar o aparecimento da resistência.

3) Aplicação conjunta de compostos químicos

Com isso, você predispõe o parasita a dois grupos químicos diferentes, de forma que em vez de ele criar resistência para um, cria para dois. A combinação de grupos químicos pode ser necessária em alguns casos, em que um dos grupos já desencadeou certa resistência, mas deve-se atentar a essa questão.

4) Dose

Existe a subdosagem, que é a dose abaixo da recomendada, e a sobredosagem, que é a dose acima da recomendada. As duas situações vão auxiliar o aparecimento da resistência, mas a sobredosagem é mais prejudicial.

Como devemos visualizar os carrapaticidas químicos?

Devemos visualizar os carrapaticidas químicos como munições, sem direito à reposição. É como se o número de “tiros” fosse pré-determinado para cada propriedade. Quanto mais "tiros" em um menor espaço de tempo for dado contra aquele carrapato, mais rápido se vai deixar de ter essa munições e esse carrapaticida vai deixar de funcionar.

Confira no vídeo abaixo o professor da Universidade Federal de Goiás, Welber Lopes, especialista na área de parasitologia em ruminantes, explicando detalhadamente sobre essa questão:



Esse vídeo é apenas uma das aulas do curso on-line Controle estratégico do carrapato bovino disponível no EducaPoint. Ao longo do curso, são apresentadas as vantagens e limitações de cada um dos métodos, e, algumas medidas integradas para manter a infestação abaixo do nível de dano econômico.

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