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Postado em: 30/11/2018

Quantos litros de leite são necessários para produzir uma tonelada de cultura para silagem?

A produção de silagem pode impactar diretamente na rentabilidade do sistema produtivo e, portanto, deve ser cuidadosamente planejada. Deve-se buscar produzir silagem de alta qualidade, que garanta o melhor desempenho dos animais, e com perdas reduzidas no processo produtivo.

Em muitas propriedades, é percebido o desperdício do volumoso produzido e armazenado - cerca de 40% a 50% chega a ser descartado, causando prejuízos ignorados em alguns casos. Por isso, ter consciência do custo de produção de cada cultura é fundamental para evitar perdas.

De acordo com seus aspectos nutricionais e agronômicos, os custos das culturas usadas para a produção de silagem podem ser maiores ou menores.

Mas quantos litros de leite são necessários para produzir uma tonelada de determinada cultura?

Ou seja, o quanto de leite a fazenda precisa produzir para pagar cada tonelada de matéria seca de cada cultura produzida? Observe no gráfico abaixo essa relação de troca do leite com as seguintes culturas: milho, sorgo, capins tropicais e cana de açúcar.



O gráfico mostra a função de litros de leite necessários para cada tonelada de matéria seca produzida. No gráfico, foi considerado um pagamento de R$ 1,10 pelo litro de leite. Embora esse valor possa variar bastante entre regiões, o importante nesse gráfico é comparar as relações de troca entre as diferentes culturas.

O gráfico mostra que a silagem de capim não é tão barata quanto muitos pensam e divulgam. Isso porque, embora haja uma grande produção de matéria verde por hectare, quando isso é transformado em matéria seca, nota-se que há uma redução em comparação com outras culturas, devido à umidade muito alta dessa cultura.

Assim, ao se calcular o custo da silagem de capim em matéria verde, nota-se que o custo é baixo, mas quando o custo é calculado em matéria seca, a silagem de capim é posicionada como uma opção cara, conforme se observa no gráfico. Nesse caso do gráfico, as vacas precisam produzir 398 litros de leite para pagar uma tonelada de silagem de capim produzida.

Outro ponto importante a se considerar é que, nesse gráfico, considera-se apenas o custo por tonelada de matéria seca, mas também deve-se considerar a concentração de energia por hectare de cada cultura. Nesse aspecto, a silagem de capim também é desvantajosa.

Vale destacar que não se trata de posicionar o capim como uma cultura que não deve ser usada para fazer silagem, mas sim, de deixar claro que, apesar de a silagem de capim ter uma série de vantagens agronômicas e de manejo, ao se observar os aspectos econômicos, percebe-se que não se trata de uma silagem barata. Também não é uma silagem que deve ser usada com animais de ganhos superiores ou com animais com maior exigência nutricional.

A silagem de milho e de sorgo quase empatam em termos de custo no gráfico. Trata-se também de silagens mais caras, pois são agronomicamente complexas. Nessas culturas, é necessário investir em adubação, semente, controle de pragas e doenças e isso leva a aumentos dos custos.

Porém, no caso do milho, por exemplo, apesar de seu alto custo, seu valor nutritivo é muito alto. Assim, embora seja cara, é uma cultura que dá retorno.

Como opção em termos de tonelada de matéria seca mais barata está a cana-de-açúcar. Trata-se de uma cultura mais barata, porque produz muito, diluindo, dessa forma, seus custos. Vale destacar que a cana-de-açúcar tem alguns aspectos negativos na produção de silagem, devido às perdas no processo de fermentação.

O gráfico mostra, então, que as vacas precisam produzir muitos litros de leite para produzir uma tonelada de determinada cultura. Dessa forma, o produtor não pode se dar ao luxo de perder 40% a 50% de silagem na propriedade, pois a perda financeira nesse caso é muito alta.

Afinal, qual cultura é melhor?

É importante deixar claro que as culturas não competem entre si. Elas possuem aspectos associáveis e não existe uma cultura melhor do que a outra.

Cada caso deve ser avaliado individualmente, analisando a infraestrutura da propriedade, a mão de obra, os aspectos agronômicos e nutricionais, para decidir que tipo de cultura será plantada para a produção de silagem. (Saiba mais sobre isso: Silagem de milho: Aspectos agronômicos fazem a diferença).

Todas as culturas têm aspectos positivos e negativos. Em cada propriedade, uma cultura pode se encaixar melhor do que a outra. Cabe ao produtor ou ao técnico associar esses pontos e optar pela cultura mais adequada para aquele sistema de produção.

Essas informações são de um dos maiores especialistas em conservação de forragens, o Dr. Thiago Bernardes, da Universidade Federal de Lavras, e fazem parte do curso on-line Produção e utilização de silagensdo EducaPoint

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